Míseros 57.024 minutos separam esta postagem de nosso ultimo contato aqui no blog. Mais de 57mil minutos depois retorno a este para falar de algo desconheço completamente. Parece muito tempo, mas só estive ausente por 2.376 horas desde a criação do Volúveis e Voláteis . Faz algum tempo que entro, querendo falar sobre algo, mas as idéias me fogem. Os assuntos me fascinam e pouco tempo depois já me desinteressam. Confesso que faz um tempo que algumas pessoas me cobram algo novo aqui e acho que com o tempo que passou até esqueceram que pediram, ou simplesmente nem lembram mais que isso aqui existe.
Será que você lembra tudo que fez nesse ¼ de ano em que nada foi postado? Lembra, ao menos, de algum acontecimento memorável? Se você fez algo diferente? Concretizou um sonho? Sonhou algo novo?Aprendeu com o tempo? Ou apenas viu o tempo passar? Habitualmente ele se arrasta mesmo. Dependendo de onde estamos isso acontece rápida ou lentamente, mas acontece sempre. Dentre essas perguntas tenho algumas respostas, próprias, e nesses longos 99 dias tenho observado algo; tenho observado o tempo. Sempre tive fascínio por ele, mas aprendi a apreciar o fator de ser incompreensível. E isso antes me causava certo desconforto, devido a minha curiosidade e ceticismo.
Sei lá... O tempo é tão concreto e intocável. É todo passado, pouco presente e nenhum futuro. É pouca paciência e é muita pressa. É ganho... É perda... É convicção... É incerteza... São as reticências. Você tem tempo? Falta-lhe tempo? Quanto se perde? Quanto se acha? Quando se cede? Quando se caça? Tempo é dinheiro? Como se ganha? Como se gasta? Quando é dádiva? Quando é praga? É o equilíbrio de tudo?Ou de nada? Há como saber a proporção?
Sei lá, esse tempo todo distante; milhares de horas, quase uma centena de dias são apenas três meses. Depende de que prisma olhamos. E você? Tem tido tempo pra observar o tempo? O seu tempo. Ou estou perdendo o meu? Ah, chega de questões. Seja em horas, anos ou momentos, não o vou mais contar, nem medir, nem me frustrar. Prefiro viver o presente embrulhado no agora e que o tempo faça seu papel... no tempo que me restar.