Nossa doença?
Ah, talvez seja algo sem cura, inidentificável.
Talvez nunca estivéssemos saudáveis então.
Talvez eu fale da saúde dessas pessoas normais; com empregos comuns... e desejos estáveis... e gostos parecidos... e felicidades instantâneas... e sorrisos afeiçoados... e conceitos constantes... e sonhos comedidos... e amores natalinos... e comoções coletivas...
Talvez eu tema os seres usuais; com personalidades definidas... com inimigos não declarados... de atrações impulsivas... e moléstias virtuais... e crueldades pudicas... e amores e sexos e orgasmos e sentimentos polaróides... e fé validadas, atômicas, destrutivas... comuns e anormais, normais e incomuns... muitos plurais e pouca vida.
Talvez eu fale aos anormais; enfermos instáveis... excêntricos e maníacos... com gestos estranhos... seres fulgentes e excêntricos ... com crenças desnecessárias ... descrenças irrelevantes... maldades inofensivas... oportunos e propositais... realistas e utópicos, desproporcionais.
Talvez admire esses tipos atípicos; com tempo próprio... pensamentos presentes... inflamáveis e influenciáveis... horizontais e verticais ... circulares e desenformados... sendo o que querem ser... todos em um,sem ser ninguém, ao mesmo tempo... lúdicos e sádicos... privados e públicos... raros e vivos... muito vivo, por isso tão raro...tão singular.
Talvez... talvez... talvez...
Talvez isso incomode; tantas repetições mirando incertezas.
Talvez aos sedentos; por convicções e frustrações... ambas mascaradas... misturadas, num beijo só; utópico e surreal... como o tempo; imprevisível.
Complexo demais pra mim, hahaha
ResponderExcluirMas achei interessante...
=*
Complexo é? Aposto que quis dizer outra coisa, mas tudo bem. Respeito sua malicia. kkkkk
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