quarta-feira, 2 de junho de 2010

Interrogações e Reticências.


Míseros 57.024 minutos separam esta postagem de nosso ultimo contato aqui no blog. Mais de 57mil minutos depois retorno a este para falar de algo desconheço completamente. Parece muito tempo, mas só estive ausente por 2.376 horas desde a criação do Volúveis e Voláteis . Faz algum tempo que entro, querendo falar sobre algo, mas as idéias me fogem. Os assuntos me fascinam e pouco tempo depois já me desinteressam. Confesso que faz um tempo que algumas pessoas me cobram algo novo aqui e acho que com o tempo que passou até esqueceram que pediram, ou simplesmente nem lembram mais que isso aqui existe.

Será que você lembra tudo que fez nesse ¼ de ano em que nada foi postado? Lembra, ao menos, de algum acontecimento memorável? Se você fez algo diferente? Concretizou um sonho? Sonhou algo novo?Aprendeu com o tempo? Ou apenas viu o tempo passar? Habitualmente ele se arrasta mesmo. Dependendo de onde estamos isso acontece rápida ou lentamente, mas acontece sempre. Dentre essas perguntas tenho algumas respostas, próprias, e nesses longos 99 dias tenho observado algo; tenho observado o tempo. Sempre tive fascínio por ele, mas aprendi a apreciar o fator de ser incompreensível. E isso antes me causava certo desconforto, devido a minha curiosidade e ceticismo.

Sei lá... O tempo é tão concreto e intocável. É todo passado, pouco presente e nenhum futuro. É pouca paciência e é muita pressa. É ganho... É perda... É convicção... É incerteza... São as reticências. Você tem tempo? Falta-lhe tempo? Quanto se perde? Quanto se acha? Quando se cede? Quando se caça? Tempo é dinheiro? Como se ganha? Como se gasta? Quando é dádiva? Quando é praga? É o equilíbrio de tudo?Ou de nada? Há como saber a proporção?

Sei lá, esse tempo todo distante; milhares de horas, quase uma centena de dias são apenas três meses. Depende de que prisma olhamos. E você? Tem tido tempo pra observar o tempo? O seu tempo. Ou estou perdendo o meu? Ah, chega de questões. Seja em horas, anos ou momentos, não o vou mais contar, nem medir, nem me frustrar. Prefiro viver o presente embrulhado no agora e que o tempo faça seu papel... no tempo que me restar.


4 comentários:

  1. Invejo. Invejo poucas coisas na vida. Invejo Cronos por ser o senhor do tempo. Eu tateio nesta minha dúvida e ignorância do que realmente é o tempo. De como medi-lo, de como aceitá-lo, já que está em constante movimento. Falta-me compreensão. Falta-me sincronia. As vezes sinto o tempo com duração de anos luz, outras ele é tão veloz quanto a língua do camaleão pegando sua presa. Enfim, invejo tua compreensão deste substantivo tão abstrato. Obrigado pela leitura. abraço, urha

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  2. Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
    a que se deu o nome de ano,
    foi um indivíduo genial.

    Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

    Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
    Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente

    Carlos Drummond de Andrade

    Abraços Meninoooo!

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  3. Eu também preciso só que o tempo faça seu papel, Edu. E o meu é ficar na calmaria da vida! rs

    Beijãoo!!

    Saudades de você rapaz!!

    Bianca

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  4. Certa vez, ouvi falar que precisamos acreditar que o futuro será diferente e que as coisas iriam mudar... Fiquei me perguntando como poderia mudar se as pessoas continuam fazendo exatamente as mesmas coisas e não percebem que o futuro talvez não exista?
    O que podemos afirmar é somente que o passado já se foi e que o presente está sendo vivido e que a cada minuto que o relógio deixou pra traz foi um minutinho do seu presente se tornando passado e o seu futuro se tornando presente...

    Obrigada pela leitura.

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